Quem me conhece e acompanha o blog há um tempo sabe o quanto valorizo a economia criativa. E esse post busca falar de uma iniciativa super bacana chamada O Cluster, um evento genuinamente carioca que fomenta o trabalho de empreendedores nas áreas de arte, design e moda e que promoveu sua terceira edição em Belo Horizonte, na Casa Bernardi, no dia 12 de março.

Conheci o O Cluster em 2016, quando o blog Modices publicou sobre o evento. Desde então, venho acompanhando as atualizações no perfil deles no Instagram e conhecendo um pouquinho do que rola nas edições.

Como estou passando uns dias em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, aproveitei para conhecer de perto toda a proposta do evento, que busca aproximar trabalho de designers, artistas e estilistas dos consumidores.

Para isso, O Cluster organiza uma verdadeira estrutura para deixar o ambiente o mais envolvente possível, reunindo moda, gastronomia, música, artes e design em um só local.

O Cluster BH

Na terceira edição d’O Cluster em BH, a temática feminina ganhou foco por meio de duas iniciativas.

A primeira buscou compartilhar, através de 22 imagens do fotógrafo Victor Moriyama, o cotidiano de oito mulheres refugiadas no Brasil com a exposição Vidas Refugiadas, montada numa espécie de anexo à casa principal.

A segunda trata do auxílio à Casa de Referência da Mulher Tina Martins – instituição de apoio e acolhimento às mulheres vítimas de violência – com a promoção de um bingo beneficente durante o evento, cuja participação estava condicionada à doação de qualquer valor.

De acordo com Carolina Herszenhut, idealizadora e curadora do evento, a nova edição na cidade se deu porque nas duas primeiras a organização conseguiu atingir o público do jeito que esperava, com pessoas que compreenderam bem a proposta do evento. “Por isso, decidimos solidificar o trabalho na cidade, de forma a criar um calendário”, ressaltou.

Ambiente – A Casa Bernardi, local onde aconteceu O Cluster, já é, por si só, uma ótima atração. Ao longo de seus ambientes foram sendo estruturados os stands das marcas e da área gastro.

Na parte do “casarão” ficaram os artistas e designers; na área externa todas as opções gastronômicas ficaram à disposição, acompanhadas do bom som dos DJ’s que animaram o local e várias mesinhas para quem optou por passar um tempo por lá.

Ah, o gramado também virou opção para passar o tempo e muita gente aproveitou para conversar, comer e tomar bons drinks deitados e sentados por lá.

Outras duas edições devem acontecer na Capital mineira ainda em 2017.

Economia Criativa

Pequenos e independentes produtores marcaram presença no evento, convidados após criteriosa curadoria desenvolvida pela organização, que prevê características como alto padrão de qualidade e atenção às necessidades dos consumidores.

Quem visitou O Cluster pôde conhecer as produções de moda com as peças da Grata à Luz, bolsas da O Jambu, Bijoux da Beau Jóias, sapatinhos com a Use Par, lingerie da Coquines, decor acessível com a Costuras do Imaginário e outros stands com marcas e produtos de muita qualidade.

Meu celular não colaborou muito com as fotos, então deixo a hashtag #ocluster aqui para vocês terem maior noção de como foi o evento.

Entreamar

Uma surpresa boa do evento foi ter conhecido as peças lindas da Entreamar, marca que utiliza cerâmicas e porcelanas para dar vida a acessórios lindos, adjetivados como esculturas corporais pela designer Taísa Helena, responsável pelo trabalho tão sensível.

No site, uma descrição singela sobre a proposta da Entreamar:

“A Entreamar é uma plataforma de experimentações manuais e orgânicas, predominantemente em cerâmicas e porcelanas. Buscamos a ressignificação do material, transportando-o para a realidade do uso corporal, móvel, parte de uma composição afetiva diária em nossa relação do vestir, usar e sentir. Que esse uso seja livre, orgânico, independente e alegre para todos os gêneros e cores”.

Entreamar O Cluster BH

Acabei levando essa gargantilha para casa, super encantada, já que em Maceió eu ainda não havia me deparado com trabalho parecido, o que seria impossível sem O Cluster.

Finalizo este post destacando que foi muito enriquecedor ter contato com o que o evento se propõe e que vale muito a pena, caso você tenha a oportunidade, comparecer a uma das edições no Rio de Janeiro ou até mesmo nas próximas em BH.

Categorias:Cotidiano

Um comentário

Visitei a terceira edição de O Cluster em BH

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